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Programa de computador detecta Alzheimer

Fevereiro 24, 2008

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Fábio Canceiro

Os computadores podem diagnosticar a doença de Alzheimer com mais rapidez e precisão que os médicos, podendo a sua utilização aumentar as opções de tratamento, informa um estudo publicado na quinta-feira na revista Brain.

“A vantagem dos computadores é que são mais baratos, mais rápidos e mais precisos do que os métodos actuais de diagnóstico”, afirmou Richard Frackowiak, do Centro de Neuroimagens do Colégio Universitário de Londres.
“Este novo método faz um diagnóstico objectivo sem necessidade de intervenção humana”, explicou.
A doença de Alzheimer, que afecta principalmente as pessoas com mais de 65 anos, é uma doença neurodegenerativa e incurável. O doente começa por ter perda de memória, passa por um estado de demência e acaba por falecer.
O Alzheimer é causado por uma acumulação de placas que irão provocar atrofia cerebral. Mas o principal problema é que só depois da morte do paciente é que o diagnóstico é definitivo.
O actual método de diagnóstico consiste em escaneamentos cerebrais, análises ao sangue e entrevistas aos pacientes. Além disso, apesar de se realizarem vários exames ao sangue nem sempre se consegue distinguir a doença de Alzheimer de uma demência comum. A precisão é de apenas 85 por cento.
Contudo, a equipa liderada pelo professor Richard Frackowiak desenvolveu um programa informático que pode diferenciar as características cerebrais de um doente que sofra de Alzheimer com um que não sofra.
“O nível de precisão deste programa foi superior ao diagnóstico de 86 por cento conseguido pelas melhores clínicas”, asseguraram os cientistas.
Além disso, os investigadores conseguiram também distinguir a doença de Alzheimer de outra doença semelhante chamada demência Fronto-Temporal.
“O próximo passo é ver se pudemos usar a mesma técnica para acompanhar a evolução da doença num paciente”, informou Frackowiak.
Os cientistas acrescentam que esperam no futuro obter uma ferramenta que “não seja invasiva e seja capaz de determinar a eficácia dos tratamentos com novos medicamentos, evitando desta forma fazer exames clínicos dispendiosos.

Fonte: EFE