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Madeira: Mosquitos são impossíveis de erradicar

Outubro 28, 2007

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Fábio Canceiro

Numa entrevista dada à Lusa, o director regional de Saúde Pública da Madeira, Maurício Melim, pronunciou-se acerca da proliferação de mosquitos, “Aedes Aegypti”, que podem ser portadores da dengue.

Maurício Melim disse ser “praticamente impossível” erradicar os mosquitos da Região, mas assegurou que não há qualquer caso detectado na Região de mosquito portador do vírus. Nos últimos dias tem sido veiculadas notícias sobre um eventual surto da doença de dengue na Madeira, o que para o director regional no momento “não passa de ficção”. Melim assegurou que a Direcção Regional de Saúde Pública da Madeira está alerta e “ a seguir as orientações internacionais para lidar com este tipo de situações”.

Este tipo de mosquitos sempre existiu na Madeira, mas só foi detectado em 2005, porque “só se manifestam quando atingem uma certa densidade”.

O número de mosquitos tem aumentado e como explica Maurício Melim, “estão espalhados pelo globo, devendo-se o fenómeno a alterações climáticas, à forma como cresceram as cidades e às viagens a destinos exóticos onde existem estas doenças”.

“Falar em epidemias não ajuda”

Para o director regional não existe necessidade de alertar as pessoas e acrescenta que “falar de epidemias não está a ajudar em nada a Madeira, nem a saúde, nem o turismo”, que pelo contrário “só está a descredibilizar a Região”.
Maurício Melim explicou ainda que a luta contra o mosquito tem passado pelo “ controlo físico”( vistoria casa a casa, quarteirão a quarteirão). O objectivo é destruir o maior número possível de “criadoros”(local onde as fêmeas depositam os ovos).
Além de uma visita a milhares de casas no Funchal, o combate aos mosquitos tem passado também por utilizar produtos insecticidas em cursos de água e em sarjetas com vista a “matar os adultos”. “Tem surtido efeito mas não consegue erradicar os mosquitos, porque há ovos em locais onde não acedemos”, lamentou Maurício Melim
Anunciou igualmente que foram encomendadas armadilhas ao Brasil e à Alemanha e que está em cima da mesa um programa de colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical, com vista a “lidar com o problema de forma mais eficaz, com conhecimento mais abrangente.

Fonte:Lusa/ Portugal Diário

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